Minha curta visita a Bento Gonçalves – RS
No ônibus
Saímos de casa quinta feira às 09:45PM. Chegamos na rodoviária e ajeitamos as malas (que não eram poucas) nos bancos. Esperamos até 10:15PM pelo ônibus que segundo a moça que me vendeu as passagens disse que sairia às 10:00PM. Ok, pelo menos eram só 15 minutos. Entramos no ônibus, olhei para o meu lugar e vi uma velha dormindo nele |:
- Senhora, desculpa, mas esse é o meu lugar.
Ela se levantou, se ajeitou no banco do lado do meu (na janela). Ok.
O moço que fica junto com o motorista começou a fechar as cortinas da janelona panorâmica da minha frente.
- Moço, não dá pra deixar uma frestinha na minha frente?
- Não.
-Manhê, o que eu vou fazer?
- Dormir
-Mas eu não consigo dormir antes das duas D:
Peguei meus fones e comecei a ouvir Abney Park, que me lembrou de um amigo. Não consegui ficar confortável naquele banco. Botava os pés em cima do negócinho de apoiar os pés, apoiava os pés na janela, recostava o banco, me virava para um lado, para o outro... Nada. Olhei para trás e tinha dois bancos livres atrás do banco da minha mãe e da minha irmã (que foram viajar comigo) e me joguei neles. Que delícia, dois bancos e uma janela só para mim *-* Na 3ª música que tocava a bateria acaba.
Estirei-me no banco, dei umas olhadinhas no gostoso do banco do corredor na fila do lado e caí no “sono”; daquele tipo que mesmo tu estando dormindo tu está consciente do que está acontecendo. Lá pelas 2 da madrugada entrou no ônibus um casal com duas crianças. Ouvi a mulher dizendo:
- Esse é o nosso lugar
- Lá atrás está cheio de lugares vazios, vamos para lá. – Disse o marido dela.
- Mas eu paguei por esse lugar, eu quero sentar nele! – Esbravejou a mulher.
Minha mãe me acordou e eu com a maior cara de pau perguntei o que estava acontecendo. Ela me explicou e disse para eu ir lá para trás nos lugares vazios. Não fui, fui para o meu lugar mesmo, ao lado da velha dorminhoca.
Cheguei lá e tive que tirar a mala dela de cima do banco. Acho que ela levava armas lá porque né, quase desloquei o ombro ¬¬ Sentei ao lado dela e o dilema recomeçou. Recosta dali, recosta daqui, vira para lá, vira para cá... Até que consegui ficar quase confortável. Eu estava quase dormindo quando a velha do meu lado começa a roncar. Alto. Grosso. Parecia a menina do exorcista :O Tentei me acostumar com isso. Estava quase dormindo quando a velha começa a gemer e a dizer “não, pare” G.G Eu quis morrer, né.
Até que o sono me venceu e cai no sono. Eu acordava de hora em hora, exatamente de hora em hora. Sempre nas horas que terminavam em 32 minutos. E a velha continuava a roncar e a gemer.
Chegamos a Porto Alegre as 04:45AM. Frio, frio, frio, frio de 1ºC. Amei. O “aeroporto de ônibus” (esqueci o nome daquele ponto de ônibus ‘geral’) e todas as lojas estavam fechadas, até algumas cabines que se compram passagem :O Minha mãe ficou desesperada “será que a gente vai ter que ficar aqui sem fazer nada até as 07:30AM?” Ela saiu perguntando para todos da rodoviária (acho que eram só os passageiros que estavam no ônibus que a gente veio) onde se comprava passagens para Bento Gonçalves – o nosso destino real. Acho que ela perguntou para umas 5 pessoas até que alguém apontou para um corredor; andamos por ele e ao final existiam caixas, compramos nossas passagens e pegamos o ônibus as 05:00AM.
Chegamos ao aerobus (vou chamar assim os aeroportos de ônibus) de Bento Gonçalves as 08:10AM e fomos andando de lá até a casa da minha tia com muitas malas pesadas penduradas pelo corpo. Descemos morros, descemos escadas e descemos mais um morro. Enfim chegamos.
A casa
A casa era (e ainda é, óbvio) linda. Cheguei, dei oi para todo o mundo e fui por as malas no nosso quarto, que ficava no segundo andar, quando subia as escadas eu senti que tinha chego em casa, que eu passei a vida inteira fora e que finalmente tinha chego em casa.
A cidade
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| A tal escadaria que liga as cidades |
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| A vista de cima da escadaria |
Mal chegamos e já fomos passear. Eu e minha mãe fomos até o shopping aqui perto e depois demos uma volta pelo centro. Bento é uma cidade muito bonita, e grande. Pelo menos para mim que morro numa cidade sem graça, que tem uma só rua de comércio e mais 2 residenciais. Só. Bento é uma daquelas cidades construídas em morros, aqui não tem planícies. Para tu andar por aí tu tem que subir e descer morros e escadas, sim, escadas, calçadas de escadas, uma escada enorme que liga a ‘cidade alta’ a ‘cidade baixa’. Muito estranho, mas muito bonito. Voltamos para casa perto do meio dia, almoçamos e fomos ao centro again, só que dessa vez com dinheiro. Há. Comprei brincos lindos, um bom rímel e uns esmaltes – comprinha básica, né.
As pessoas
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| Comprinhas básicas |
A noite fomos a casa da prima da minha mãe jantar. Minha irmã fez birra com a comida, como sempre. Tiveram que fazer outras coisas para ela comer. Conheci dois primos que eu só tinha visto no natal de 1998. Meu-Deus, me-u-De-us, meu Deus, eles são lindos! Um menino e uma menina, os dois muito lindos mesmo. Na verdade, todos daqui de RS são lindos, a cada 10 homens que tu vê, 9 são lindos e o feioso ali é turista. Há! Meninas, é uma variedade que só, tem homem de tudo quanto é tipo, de tudo quanto é idade. Conversamos um pouco, descobri que o outro primo da minha mãe, pai deles, gosta de astronomia também. Eu conversando com ele me senti uma pirralha de 4 anos que só sabe o nome de lua.
Depois voltamos para casa e dormimos.
Aconteceu mais coisas, não escrevi ou porque não lembro ou não consegui encaixar aqui como o sotaque lindo dos gaúchos e do o meu encontro com a máquina de bolinhas que eu não via desde os meus 6 anos.
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| As tais bolinhas que não existem mais aqui em SC |




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